Jesus vai para o céu, mas isso não
significa uma separação, explicou o Papa. Esse episódio da Ascensão
mostra ao homem que a meta do seu caminho é o Pai e que Jesus permanece
sempre próximo. “Mesmo se nós não O vemos, Ele está ali! Acompanha-nos,
guia-nos, toma-nos pela mão e nos levanta quando caímos”.
Francisco destacou que, quando Jesus vai
para o céu, ele leva ao Pai um presente: as suas chagas. Ele conservou
suas chagas para lembrar ao Pai que elas foram o preço do perdão que Ele
dá. “Quando o Pai olha para as chagas de Jesus, perdoa-nos sempre, não
porque somos bons, mas porque Jesus pagou por nós. Olhando para as
chagas de Jesus, o Pai se torna mais misericordioso. Este é o grande
trabalho de Jesus hoje no céu: fazer ver ao Pai o preço do perdão, as
suas chagas”.
Esse mandato de Jesus aos seus discípulos
– “Ide e fazei discípulos todos os povos” (Mt 28, 19) é, segundo o
Pontífice, um mandato preciso, não facultativo. “A comunidade cristã é
uma comunidade ‘em saída’, ‘em partida’. Mais que isso, a Igreja nasceu
em saída”.
Por fim, o Santo Padre lembrou que Jesus,
antes de partir, garantiu que estaria com os discípulos todos os dias
até o fim do mundo. Então, não se pode fazer nada sem Jesus. Nas obras
apostólicas, disse o Papa, os esforços humanos são necessários, mas não
bastam.
“Sem a presença do Senhor e a força do
seu Espírito, o nosso trabalho, mesmo que bem organizado, resulta
ineficaz. E assim vamos aos povos dizer quem é Jesus. Eu não gostaria
que vocês se esquecessem qual é o presente que Jesus levou ao Pai: as
chagas, porque com elas faz ver ao Pai o preço do Seu perdão”.
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