O encontro uniu o presidente de Israel,
Shimon Peres, o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, o Papa Francisco
e o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, nos Jardins do
Vaticano.
Os quatro protagonistas do encontro
dirigiram-se ao local da oração todos juntos em uma Van, acompanhados
pelo Custódio da Terra Santa, Frei Pierbattista Pizzaballa.
Os líderes chegaram aos Jardins Vaticanos ao som de uma música, para propiciar o clima de oração.
O momento de oração foi dividido em três partes, seguindo a ordem cronológica das religiões: Judeus, cristãos e muçulmanos.
Judeus
Em seguida, um momento de pedido de
perdão, com a leitura dos salmos 25 e 130, e uma oração de Yom Kippur, o
dia do perdão judaico.
Logo após, no terceiro momento, os judeus fizeram uma invocação pela paz, com orações e um cântico judeu.
Cristãos
A segunda religião a dirigir suas orações
pela paz foi a Comunidade Cristã, seguindo o mesmo esquema anterior:
agradecimento pela criação, pedido de perdão e oração pela paz.
No primeiro momento, o Patriarca Bartolomeu I leu a passagem do livro de Isaías 65, 17-25, seguida por uma oração pela criação.
O pedido de perdão foi realizado a partir da leitura de uma oração de São João Paulo II.
O último momento, de oração pela paz foi a oração de São Francisco de Assis, realizada em língua árabe.
Muçulmanos
A Comunidade Muçulmana dirigiu suas orações em árabe seguindo os três momentos propostos para todas as religiões.
Todas as orações foram compostas especialmente para esta ocasião. E cada momento foi intercalado por uma breve música árabe.
Intervenções dos líderes
“Espero que este encontro seja o início
de um caminho novo à procura do que une para superar aquilo que divide”,
disse o Santo Padre.
Francisco afirmou que a presença dos
presidentes é um grande sinal de fraternidade e expressão concreta de
confiança em Deus. O Pontífice recordou que este momento de oração foi
acompanhado por muitíssimas pessoas, de diferentes culturas, pátrias,
línguas e religiões, unidas no mesmo pedido de paz.
“É um encontro que responde ao ardente
desejo de quantos anelam pela paz e sonham um mundo onde os homens e as
mulheres possam viver como irmãos e não como adversários ou como
inimigos”, destacou.
Entretanto, Francisco recordou que a
história ensina que as meras forças pessoais não bastam, por isso, o
encontro deste domingo destaca que é necessária a ajuda de Deus. “Não
renunciamos às nossas responsabilidades, mas invocamos a Deus como ato
de suprema responsabilidade perante as nossas consciências e diante dos
nossos povos”, disse o Papa.
Por fim, o Pontífice fez uma oração de
súplica, pedindo ao Senhor sua ajuda para alcançar a paz. “Dai-nos Vós a
paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz. Abri os nossos
olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: ‘nunca mais a
guerra’”, rogou um trecho da oração do Santo Padre.
Shimon Peres
Em sua intervenção, Shimon Peres,
agradeceu o convite feito pelo Papa Francisco e recordou que durante a
visita do Pontífice à Terra Santa, o Santo Padre os tocou com o calor de
seu coração, sua modéstia e gentileza.
O presidente de Israel destacou que a
inspiração do Papa vem de encontro ao desejo de todos pela paz e afirmou
que “devemos pôr fim aos gritos, à violência e aos conflitos”.
“Que a verdadeira paz se torne em breve nossa herança”, afirmou Peres.
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