quarta-feira, 28 de maio de 2014

O latim deve ou não continuar?

A quinta Congregação Geral iniciou esta manhã, no horário de sempre, como a Santa Missa celebrada por Mons. John Krol, Arcebispo de Filadélfia, nos Estados Unidos.
Ocupou em seguida a Presidência o Em.mo Cardeal Francis Spellman, Arcebispo de Nova York.
Segundo os cálculos fornecidos pelo Centro Mecanográfico, estavam presentes 2.363 Padres Conciliares.
Particular solenidade foi dada hoje à entronização do Evangelho: partindo da estátua de São Pedro, junto à qual está a mesa do Conselho de Presidência, Mons. Jean-Marie Villot, Arcebispo Coadjutor de Lyon e um dos cinco Subsecretários do Concílio, levou solenemente o livro dos Evangelhos por toda a nave central, antes de colocá-lo sobre o altar, enquanto a Assembleia cantava o salmo “Laudate Dominum”, alternando com o verso “Christus vincit”. [...]
Continuou-se a seguir no debate, iniciado ontem, sobre a Sagrada Liturgia. As primeiras intervenções referiam-se ainda ao projeto de Constituição em geral. Houve, como ontem, pareceres diferentes, nos quais se refletem escolas, experiências e problemas diversos que, porém, revelam também identidade de desejo de afirmar o valor intrínseco da Liturgia para torná-la expressão viva e real do culto que a Igreja universal presta a Deus.
A meta prefixada pelos Padres, com o debate sobre o tema central da Liturgia, é a de favorecer sempre mais, mormente nos sacerdotes e, depois, nos fiéis, uma educação para a autêntica piedade litúrgica, a fim de que a Liturgia possa ser de fato fonte de graça e meio de salvação. O problema litúrgico está hoje no centro de uma atenção cada vez mais vasta e sensível.
Nem sequer faltam pedidos de reformas mais ou menos acentuadas, provindos de setores diferentes. A este propósito, já a Encíclica Mediator Dei distinguia na Liturgia entre elementos de origem divina e os de determinação humana: os elementos instituídos pelo Divino Redentor não podem, é claro, ser modificados pelos homens; mas os elementos humanos estão sujeitos a modificações, sempre aprovadas pela Sagrada Hierarquia, segundo as exigências dos tempos, das coisas e das almas.


[23 outubro 1962]

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